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Governança define regras de gestão financeira de grupos empresariais

  • 6 de jun. de 2018
  • 2 min de leitura

“Não consigo separar gestão financeira e boas práticas de governança”, diz Sergio Malacrida, CFO da Votorantim S.A. O executivo falou sobre o desafio de coordenar as práticas de governança numa holding diversificada – suas empresas atuam em segmentos que vão de cimento, alumínio, aços longos e energia, passando celulose, produção de suco de laranja e bancário – durante o 3º Seminário de Finanças e Governança Corporativa. O evento foi realizado pelo Ibef-Paraná em parceria com o IBGC, no dia 10 de maio.


Malacrida classifica a governança do grupo como “harmônica e sincronizada”. Atualmente, a companhia adota um modelo que privilegia a autonomia das empresas. O objetivo é abrir espaço para o aprofundamento das discussões e permitir tomadas de decisões mais ágeis. A Votorantim mantém executivos nos conselhos de administração e comitês das empresas investidas. Sistema que, segundo a companhia, contribui para uma performance consistente a longo prazo.


A governança também norteia a gestão do Grupo Marista, entidade filantrópica que atua nas áreas de educação, saúde e assistência social na região Centro-Sul. “Não somos uma holding, mas funcionamos como tal”, afirma o CFO Mauricio Zanforlin. O grupo é formado por oito mantenedoras. Cada uma tem autonomia na gestão de seus projetos, mas o alinhamento de políticas estabelece diretrizes comuns para a gestão financeira das unidades. “Como prática de governança, a definição do planejamento estratégico inclui dois fóruns: os comitês de assuntos econômicos e consultivos, que emitem parecer, e o conselho de administração do grupo”, conta.


Malacrida e Zanforlin destacaram outro ponto comum entre suas organizações. Nelas, os profissionais de finanças não se restringem a aspectos técnicos – capital de giro, limites de endividamento, alavancagem ou avaliação da exposição a riscos. Questões ligadas à governança corporativa entraram na rotina e incluem temas como comunicação, responsabilidade social e ambiental, além de gestão de pessoas.


Responsabilidade social


“Fazemos uma gestão eficiente e procuramos os melhores indicadores de resultado, pois temos uma responsabilidade social muito maior. Não pagamos uma série de impostos e temos que dar retorno à sociedade de forma mais efetiva”, afirma Zanforlin. O executivo lembra que o Grupo Marista visa o lucro, assim como qualquer outra empresa. A diferença é que todo o resultado é reinvestido na instituição, sem distribuição de dividendos. “Não pensamos somente no lucro financeiro, mas também no retorno social”, completa.


A gestão atenta ao impacto social foi tema da apresentação de Marcel Fukayama, cofundador do Sistema B Brasil. Segundo ele, a discussão de temas não-financeiros pelo conselho de administração mitiga riscos e qualifica a tomada de decisão. Outra vantagem destacada por Fukayama é o acesso à capital. Empresas que priorizam os indicadores ASG – sigla que reúne os critérios ambiental, social e de governança – conseguem se financiar através do mercado de capitais, especialmente porque atraem o interesse de fundos de investimentos.


 
 
 

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